sexta-feira, 7 de outubro de 2016

"Você é muito você"

Oi!

Eu estava querendo muito atualizar o blog, mesmo com uma semana cheia de provas e compromissos, mas acontece né. Só que eu não fazia ideia do que postar... A inspiração para escrever qualquer coisa foi completamente embora, e parece que propositalmente levou tudo.

Então decidi entrar no Chiclete Violeta, um blog que me deu o impulso final para começar e vi que tinha um post com um texto do Depois dos Quinze, o blog que me fez querer começar... Sabe quando você não para de pensar em uma coisa por causa de outra? Então...

Ai eu fui até o Depois dos Quinze e assim que entrei dei de cara com o título: "Você nunca deve se desculpar por ser quem é", e antes de ler o post decidi tentar tirar minha próprias conclusões igual o que eu descrevi no ultimo post [ ;) ].

E só então eu parei pra pensar o quento eu faço isso... Eu brigo com alguém, por sermos diferentes e depois me desculpo por ser do jeito que eu sou... Infelizmente. E como se eu não contentasse em me desapontar ainda percebo que várias vezes tentei mudar quem eu sou por isso...

Tudo bem a ideia era deixar o texto aqui, não ficar reclamando o tempo todo...

"Você está numa roda de pessoas e todos estão agindo da mesma forma. Parecem robôs: ninguém aparenta estar aproveitando o momento. Rostos frios, rígidos, todos fechados em seus mundinhos como se estivessem reunidos por uma simples e mera obrigação.
Se for parar para notar bem, parece que um copia o comportamento do outro. Nada sai daquele “comum” encontrado ali: se combinassem um traje, estariam todos da mesma cor. Ali, a diferença é vista como algo ruim – o bom mesmo é continuar seguindo os padrões que foram impostos sei lá por quem.
Mas acontece que você é incapaz de deixar de notar isso e, quanto mais o tempo passa, mais a situação te incomoda. Mesmo que eles falem, parece que, na verdade, estão todos dormindo: num estado extremamente constante, tal como o da respiração durante o sono.
E assim, quase que involuntariamente, você acaba indo na contramão daquilo tudo e faz alguma coisa genuína: dá uma risada, puxa um assunto e trata o momento com mais leveza, enquanto todos continuam firmes. Isso acaba mostrando aquele pedaço lindo da sua personalidade, que estava guardado até então.
Afinal, não estamos falando de outra pessoa. Você é muito você.
Só que, ali, ninguém enxergaria a beleza que há no plural. Neste local, eles jamais vão apreciar o que vem de dentro, em sua forma mais variada.
Muito pelo contrário… Depois disso, parece que todos te olham com aquele velho olhar de censura.
Como se você tivesse simplesmente que segui-los e se calar, sem ser a pessoa que é e sempre foi. Como se deixar escapar algo inerente ao seu jeito de ser fosse um crime da pior espécie: no meio dos pontinhos riscados religiosamente no papel, você foi a mão que parou para ligá-los e formar uma estrela. E ainda sorriu!
Isso incomodou. 
Mas você não fez nada inconveniente: não esbarrou, prejudicou e tampouco atrapalhou ninguém ali. Só que isso tudo te faz ficar sem jeito, e aí voltam as dúvidas – elas nem deveriam existir, mas surgem na sua mente assim que seu olhar encara o primeiro rosto aborrecido. Aparece também a timidez e o “acho que não devia”. 
Seu primeiro reflexo é pensar em pedir desculpas.
Assim como se tivesse tropeçado e deixado algo cair sem querer: foi passageiro, pessoal, vamos desviar o olhar e voltar ao que estávamos fazendo antes!
Só que o antes não fazia sentido algum pra você, com certeza. Voltar àquele estado de normalidade constante e incrivelmente entediante e procurar uma forma de colocar em sua cabeça que o melhor seria se adaptar não é mais uma opção viável.
Fazer isso seria fechar todas as janelas e não voltar a ver luz. Se aconchegar num sofá confortável, mas continuar por ali durante uma vida inteira. Colocar novamente um passarinho liberto dentro da gaiola e pedir para ele assoviar a canção que todo mundo assovia também.
Por que a gente considera normal pedir desculpas quando estamos sendo exatamente quem somos?
Não. Desta vez, você decide não se desculpar. Aquilo não foi um erro, de maneira alguma.
O grande engano é justamente se cercar de quem não entente algo importante: quem acerta é quem se compromete com suas próprias vontades. Você deve apenas seguir seus instintos e respeitar aquilo tudo que você é e sempre será, não importa como for. "
 Bom eu não estava tão errada assim, mas ler esse texto me fez pensar em outra coisa...
Espero que isso seja minha inspiração voltando...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Batom do AliExpress?

Oi!

Já faz um tempão que estavam falando dos batons da Kylie Jenner e eu estava super encantada, porque todo mundo que tinha comprado tinha falado muito bem, só que... Eu não tinha dinheiro pra comprar um original aí eu comecei a buscar onde? Isso mesmo no AliExpress.

Só que sempre fica aquela dúvida é bom mesmo? Chega? (...) Eu tinha essas dúvidas também, mas ai minha avó me deu um dinheiro super aleatório sabe e eu acabei querendo saber, arriscar mesmo.

Todo mundo sabe que não é legal comprar produto falsificado, mas eu não tinha dinheiro pro original então né...

Mas ai eu resolvi comprar depois de pesquisar muito, olhar todos os comentários do vendedor, se ele tinha uma boa avaliação, a descrição do produto...

E chegou hoje depois de uns dois meses assim...

Depois eu vou postar uma foto no meu instagram (mari.r.morais) com o batom, agora eu vou falar do que eu achei dele.

Só deixar claro que eu não sou blogueira de moda até porque eu não entendo nada de moda mesmo.

(Lembrando que eu tomei base nos vídeos da Bruna Vieira e da Kah sobre o batom original)

Eu passei o batom e fiz questão de falar muito, tomar lanche e escovar os dentes e o batom ficou intacto, tem um cheiro super gostoso, cobertura muito boa, sem contar que é matte e bem pigmentado.

Eu comprei o kit com o lápis, que foi a única coisa que foi meio termo, já que eu achei que fosse mais escuro que o batom, mas eu paguei super barato nos batons então tá ótimo, e o lápis também são muito macios então não foi perdido...

Depois eu vou postar a foto, já falei isso antes, só que eu não consegui achar o vendedor de novo porque foi barato e muito bom.

Espero que tenham gostado. Beijinhos!!! Até o próximo post.

sábado, 24 de setembro de 2016

Será que somos mesmo tão diferentes?

Oi!

Hoje eu participei de um "reunião" com a Academia de Letras Juvenil aqui da cidade e no meio do nosso debate eu tive a ideia de compartilhar algumas idéias aqui...

Hoje eu vim para incomodar!

As pessoas gostam de dizer que somos diferentes. Mas nós realmente somos tão diferentes assim? Eu acho que não. Tudo bem! Eu acreditava e tinha certeza que sim. Até hoje.

Se eu te dissesse que você iria assistir um curta sobre um personagem negro, portador de HIV, surdo e que mora em uma favela do Rio o que você imaginaria? Bom, eu me considero uma pessoa sem preconceitos. Pelo menos quando eu estou pensando conscientemente...

A resposta geral foi que iria se tratar de um preconceito, da representação das minorias e suas dificuldades, ou de uma história de superação... Estávamos errados. Representou nada mais que uma vida totalmente comum... Assim como a minha, provavelmente a sua e de várias outras pessoas.

Claro que foi um choque. Recebemos várias informações que basicamente não influenciaram em nada...

Mas, com certeza, o choque foi maior quando percebemos o que havíamos pensado...

Por mais que não deixássemos as características influenciarem de forma negativa, de certa forma havia um preconceito ali, bem escondido porque nós supomos que ele sofria preconceito...

E é tão fácil falar que o outro é preconceituoso, e nós temos a mente abeta, mas quando questionados sobre isso agimos de uma maneira controvérsia.

A conclusão que chegamos é que é praticamente impossível não pensarmos dessa forma já que a mídia, de todos os tipos, nos influencia o tempo todo, principalmente quando queremos não pensar muito. Ah! Essa hora em que não pensamos é a mais perigosa... Mas fomos criados com essa cultura e é exatamente a forma que a maioria pensa por preguiça de pensar... Estranho não? Eu me surpreendi e tive que aprender a conviver com esses pensamentos não só de outras pessoas, mas o meu
também... Na minha opinião (eu sei que não é tão eficaz usar essa expressão antes de um argumento, dica pro ENEM, mas eu quero deixar minha opinião e não persuadir as pessoas) temos que aprender a conviver com isso sem mudar nossa personalidade...

Só gostaria que as pessoas fossem mais compreensivas, mas nem sempre fazemos apenas o que gostamos (obrigada mãe por me ensinar isso)

Livro da Semana (Só as mulheres e as baratas sobreviverão)



Oi!

Eu to sempre desaparecendo e reaparecendo, porque meu ensino médio está muito confuso, mas isso é assunto pra outro post.

Um livro com nome intrigante e com uma história mais ainda....

Publicado em 2009 pela editora L&PM o livro narra uma noite da vida de Dulce.

Dulce é uma mulher que quando foi pegar seu vertido para sair com seu pretendente encontrou uma barata e, por ter muito medo, não pegou o vestido, muito menos outra roupa.

Foi então que, estranhamente, ela começou a conversar com a barata para tentar persuadir a pobre barata.

Foi um livro que me surpreendeu em todos os momentos, desde o segundo que, me aventurando pela prateleiras de literatura brasileira li esse nome grande e engraçado até a hora que eu terminei...

Foi um livro pequeno, como dizem é a famosa leitura de uma tarde. (ultimamente só tenho tempo para ler assim...)

Fiz esse post realmente pequeno só pra não deixar de atualizar... Minha amiga escreveu um texto que eu achei muito bom e eu gostaria de postar aqui...

domingo, 28 de agosto de 2016

Livro da Semana (Desventuras em Série)


Oi!

O livro dessa semana (depois de muito tempo sem atualizar) faz parte de uma série, muito boa por sinal, que eu já havia lido há um tempo, mas resolvi reler.

Conta a história de três irmãos que ficaram órfãos depois de um incêndio e devido ao testamento deixado pelos pais deveriam morar com um parente mais próximo.

O que foi uma decisão horrível, já que o parente que morava mais próximo era Conde Olaf (depois de Frozen, sim eu assisti, esse nome nunca será o mesmo) um homem fisicamente assustador e com uma personalidade pior ainda... Os três irmãos sofrem nas mãos do Conde, mas se mantê unidos.

Após o incêndio as coisas pareciam ter entrado em um mar de horrores.

O mais legal é que o livro é narrado em terceira pessoa, mas o narrador se aproxima muito do leitor... No cinema eles chamam isso de quebrar a quarta parede... Em livros eu não sei, mas definitivamente é uma coisa que eu apreciei muito.

O livro em si, capa e formatação, não chamam tanta atenção, mas vale muito a pena ler.

O livro foi adaptado para o cinema em 2004, mas me parece que fizeram um resumo de toda a série e fizeram um filme só, porque eu me lembro de acontecimentos no filme que só ocorrem no segundo livro... Mas o filme também é bom, apesar de não ser fiel aos livros.

sábado, 27 de agosto de 2016

Desabafos

Hoje eu parei pra perceber o quão otária eu ando sendo. Definitivamente eu não sou hoje o tipo de pessoa que eu gostaria de ter por perto. Admiro meus amigos que já me conheciam antes e ainda continuam comigo. Mas eu os odeio por não me dizerem nada...

Sabem aquele tipo de pessoa deplorável? Aquela pessoa que um dia acredita e gosta de algumas coisas e do nada, muda completamente sua opinião e não é para algo melhor nem para si próprio e nem para os outros a redor? Então! Eu andava sendo essa pessoa. Triste né? Também acho. A minha sorte é que eu acho que isso talvez seja um tipo de "droga" e em meus poucos momentos de lucidez eu tento fazer diferente, eu tento ser diferente e mudar .

É como uma fuga constante de algo bom e legal, mas que não faz tão bem assim.

A única solução que eu encontrei até agora foi mudar completamente meus hábitos não só os que eu não considero tão bons, mas todos, que sabe eu me acostumo ou algo assim.

Eu só queria desabafar com alguém diferente, não que eu ache legal ficar falando mal de mim mesma tão abertamente assim para várias pessoas... (na verdade um seguidor), mas eu não posso fazer nada sobre isso agora... Já aconteceu... Não é que eu não valorize meus amigos, porque eu valorizo sim, é só que as vezes eu pego falando muito de mim e eu não gosto muito disso em mim...

domingo, 14 de agosto de 2016

Apenas mais uma carta...

Querida Lia,
Gosto de ficar te observando dormir.
Você parece calma, mas por incrível que pareça eu gosto mais de você quando tem suas pequenas crises.
Por mais que você já tenha arruinado alguns jantares de negócios que nós estávamos, algumas festas de família, eu ainda te amo.
Lembra-se quando nos conhecemos?
Eu estava na casa de um amigo que por coincidência era marido de uma amiga sua.
Por que eu estou escrevendo isso? É claro que você se lembra.
Fui eu quem correu atras de você quando você fugia das “pessoas” que te perseguiam, fui eu quem teve coragem de subir até o segundo andar e tentar conversar com você quando se trancou no quarto escuro achando que estavam tentando te matar.
E daquele jantar quando minutos antes de entrarmos eu, por impulso, tentei limpar um pouco de batom borrado, que mal se percebia, no canto da sua boca e você passou batom em parte do seu rosto.
Confesso que meu chefe ficou muito assustado.
No seu próprio aniversário, acabaram falando muito alto e você quebrou seu vaso favorito, o jogando na parece, enquanto ria loucamente.
As vezes simplesmente chegava e desligava a televisão no meio do jogo que eu estava assistindo alegando que eram espiões.
Isso nunca foi motivo para ficar bravo com você.
Conhecia, e ainda conheço, sua fragilidade. E tenho que admitir que sou apaixonado por ela.
Talvez o louco seja eu.
Você se encolhia no canto do nosso quarto no meio da noite dizendo que viriam nos matar, se recusando a voltar para cama, então eu pegava nosso cobertor e você fazia meu peito de travesseiro.
E era nesse momento que eu me sentia o homem mais feliz do mundo. A probabilidade de você queimar essa carta antes mesmo de ler é grande. Não sei o que virá dessa vez.
Tive que começar a pagar todas as contas pela internet pois você queimava os boletos e qualquer papel que passasse por debaixo da porta do nosso apartamento.
Tique que colocar grades nas janelas, como se fazem com crianças, logo após de te encontrar sentada na beirada de uma das janelas, em tempo de cair, falando com “anjos”.
Você os veria se caísse do décimo andar. Onde eu estava com a cabeça de escolher um apartamento tão alto?
Seus pais, e os meus também, queriam me internar, me chamavam de louco por querer ficar com você, Lia, eles não aceitavam.
Como se você não pudesse ter uma vida normal.
Lembra-se de quando conversamos sobre filhos? Sempre gostei de crianças. Nunca nos achei aptos a cuidar de uma.
Foi nesse dia que a magoei.
Me arrependo tanto desse dia.
Não tem uma noite que não penso naquela nossa discussão.
Eu gritei com você, e você gritava comigo. Cheguei até mesmo a te chamar de doente e você ficou me estapeando e gritando comigo enquanto chorava muito.
De repente você parou. Correu para o quarto e quando estava mais calmo e fui até lá vi que você estava fazendo uma mala e queimando nossas fotos.
Nunca agradeci tanto por ter uma cópia de cada.
Mais tarde os vizinhos foram nos perguntar que gritaria era aquela e se não tivéssemos parado, chamariam a polícia.
Me desculpe pelo papel molhado. Sempre choro quando me lembro desse cena deplorável.
Não quis me separar de você nem quando eu acordei com você em cima de mim e se não fosse o travesseiro e meu reflexo eu teria morrido com uma facada letal no peito.
É, a cada parágrafo tenho mais certeza que o louco que deveria tomar todos aqueles remédios sou eu.
Você está prestes a acordar e estou um pouco ansioso. Nunca sei quem minha mulher vai ser.
Recorda-se disso? Cada dia uma personagem diferente.
O melhor dia foi quando você decidiu ser apenas você.
Espero todos os dias que isso se repita, mas todos os dias fico levemente frustrado.
Espero que você tenha entendido o que quis dizer.
Você sempre soube que eu amo escrever, apesar de não fazer isso muito bem. Você, no entanto, é uma grande escritora que se recusa a ser manipulada pelo mundo e estragar algo que ama fazer.
Com amor.
Do seu Felipe.”
Dobrei a carta toda borrada pelas minhas lágrimas e a guardei de volta no envelope. Procurei a chave de uma gaveta que sempre ficava trancada e guardei lá a carta. Não queria a perder.
A gaveta estava abarrotada de outras cartas que ele havia me escrito com o tempo.
Felipe estava na sala assistindo televisão.
Resolvi não ir lá. Não queria ter mais alguma crise estúpida por conta do aparelho eletrônico.
Abri meu armário e vi diversas roupas, não queria vestir nada daquilo. Já fui tantos personagens tantas vezes.
Resolvi atender ao pedido de Felipe e peguei uma muda de roupa que estava perdida no fundo do armário. Hoje eu seria eu mesma.
Simplesmente Lia. Não tão simples assim.
Tomei todos os meus remédios que ele já havia deixado em cima do criado mudo ao meu lado da cama.
Não me sentia mal em ser quem eu sou, ser do jeito que sou.
Me sentia mal por todas as pessoas normais que viviam fora do nosso aconchegante apartamento.
Decidi atender a outro desejo de Felipe e pego um papel e uma caneta e começo a escrever.

Querido Felipe...

Oi! Quanto tempo! Está um pouco difícil de postar mas eu vou tentar aparecer com mais frequência... Sentia que devia essa explicação. Eu gosto muito desse texto, não sei, não tem nada de muito metafórico ou alguma mensagem muito importante, é algo simples que eu gosto.